Cimpor aumenta lucro 18% para 177,8 milhões PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

A Cimpor registou lucros de 177,8 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, atribuíveis aos accionistas, mais 18,3% que no homólogo, anunciou a empresa em comunicado.

 

O volume de negócios, no entanto, registou uma descida ligeira de 0,3% para 1.575 milhões de euros. Em Portugal, Espanha, Turquia e Cabo Verde, continuaram a verificar-se decréscimos, embora, em qualquer dos casos, a um ritmo menos acentuado que no primeiro semestre. Por outro lado, e contrariamente à Tunísia, Egipto e África do Sul, que mantiveram importantes taxas de crescimento, tanto a China como Marrocos, Moçambique e Índia, devido a um menor volume de vendas e/ou à valorização do euro relativamente às respectivas moedas, acusaram, neste trimestre, algum abrandamento.

As vendas (consolidadas) de cimento e clínquer totalizaram, até ao final de Setembro, cerca de 20,5 milhões de toneladas (mais 2,1% que no período homólogo do ano anterior), com especial destaque para os fortes crescimentos que se vêm registando no Egipto e China.

Em queda estiveram também os resultados operacionais (EBIT), que deslizaram 0,7% para 299,6 milhões.

Números que, para a empresa, mostram «uma notável resiliência à grave crise que a economia mundial e, em particular, o sector cimenteiro vêm atravessando».

Portugal, China e Cabo Verde penalizam EBITDA

O EBITDA (ou cash flow operacional) registou uma subida de 2,9% para 457 milhões, mas a Cimpor explica que o número poderia ter sido melhor, excluídos os custos suportados nos últimos meses com a reestruturação das áreas de betões e agregados (cerca de 7,3 milhões de euros). Sem eles, o crescimento do EBITDA atingiu cerca de 4,5%.

Egipto, Brasil e África do Sul, beneficiando, nos dois primeiros casos, do crescimento do mercado e, no último, de uma maior capacidade de produção de cimento com clínquer próprio, continuaram, a par da nova área de negócios da Índia (integrada em Abril de 2008), a ser determinantes para esta evolução, respondendo, no seu conjunto, por um incremento do Cash Flow Operacional, em todo o período, de cerca de 67 milhões de euros.

Espanha e Turquia, ainda que registando no último trimestre um decréscimo menos acentuado (Espanha) ou até mesmo algum progresso (Turquia), «mantêm níveis de EBITDA claramente abaixo do ano transacto, pelo efeito conjugado de uma importante redução do consumo de cimento e de uma forte queda dos preços de venda», refere a Cimpor.

«A prolongada retracção do consumo continuou igualmente a constituir a razão principal para a menor rentabilidade das áreas de negócios de Portugal e Cabo Verde no corrente ano. Já a área de negócios da China, com um valor negativo de EBITDA no terceiro trimestre, tem vindo a ser severamente afectada por uma descida de preços significativa».

Resultados financeiros negativos mas menos
Nota para os resultados financeiros, que foram negativos em 53,3 milhões de euros, mesmo assim, melhores que os do ano passado. Nos primeiros nove meses de 2008, tinham sido negativos em 13,6 milhões.

A cimenteira revela ainda um aumento de 10,6% nas provisões e amortizações, que ascenderam a 157,4 milhões de euros.

A Cimpor investiu quase 180 milhões de euros e pagou dividendos num montante próximo dos 123 milhões de euros, conseguindo ainda reduzir a Dívida Financeira Líquida, nestes primeiros nove meses de 2009, cerca de 2,8%, para aproximadamente 1,81 mil milhões de euros.

Quanto aos Capitais Próprios, aumentaram 12,0% no mesmo período, ultrapassando os 1,8 mil milhões de euros.

 

Iol Diário